A importância da diversidade e da inclusão nos negócios

diversidade_inclusaoÉ como diz aquele velho e sábio ditado: “o que seria do amarelo se todos gostassem de azul?”. E a resposta é padrão: “não seria”. É assim o negócio sem a diversidade: limitado, exatamente, pela falta de perspectivas diferentes e por não inserir o respeito às diferenças como um valor a ser considerado na gestão, de qualquer negócio.

Obviamente, valorizamos todos os impactos sociais positivos que a diversidade e a inclusão manifestam, mas você já parou para pensar nos benefícios de uma instituição que recebe diferentes visões? Elas enriquecem e dinamizam as suas entregas e a sua gestão. Veja só: redução de turnover, inspiração pessoal e profissional aos que fazem parte do universo da instituição, diversidade de ideias e amplificação de novas possibilidades, relações mais humanas e fortalecimento da marca.

Uou! Parece que esse elemento realmente é significativo. E tudo isso porque o diferente é o que faz a diferença.

Quando falamos em instituições de ensino, onde o universo de pessoas conectadas é muito grande e fortemente impactado pelo negócio, a importância de incorporar a diversidade e a inclusão é ainda maior. Consideramos que mesmo a educação não sendo mais a esperança do país, é a esperança individual que cada um de nós carregamos para superar as barreiras impostas por forças maiores. Por isso, ela, ou os esforços concentrados nela, reflete(m)-se diretamente na prosperidade de cada pessoa.

Ainda com períodos de quedas de matrículas, as instituições buscam cada vez mais tecnologia e inovação para atender os seus alunos e manter o corpo docente e todos os seus colaboradores inspirados e engajados. O que a diversidade e a inclusão têm a ver com isso? Tudo! Se todos são diferentes, quanto a religião, orientação sexual, deficiência, etnias, sexo, entre outros aspectos, como aculturar toda a instituição a respeitar e a valorizar essas diferenças?

A prova de que a diversidade, de fato, ainda não conquistou espaço nas instituições é que, a cada dez alunos com deficiência, apenas um é incluído nas escolas brasileiras. E outros nove onde estão? É de se pensar…

Se, no Brasil, conforme divulgado na nossa última publicação (leia aqui), temos 52% da população de sexo feminino, 54% de negros, 25% de pessoas com deficiência, 20 milhões de pessoas LGBTI e 26 milhões de idosos, confie, a diversidade é um oceano azul a ser explorado fora e dentro das instituições. Uma pesquisa realizada recentemente pela Secretaria da Educação revelou que 51,2% dos estudantes ouvem frequentemente, ou sempre, comentários homofóbicos; 26,2% já foram agredidos verbalmente em razão da identidade ou expressão de gênero; e 65,2% se sentem inseguros com relação à sua orientação sexual.

Por fim, vale a pena uma reflexão: diante de tanta evasão e intolerância que acompanhamos diariamente nas nossas rotinas pessoais e acadêmicas, pensamos: “como as instituições de ensino têm trabalhado a educação inclusiva para impedir que a falta de conscientização seja um influenciador negativo nos seus resultados econômicos e sociais?”